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sábado, 28 de novembro de 2009

CAPELA-ESCOLA DE BOM JESUS MOSSORÓ

A comunidade do sítio Bom Jesus era formada por ribeirinhos do rio Mossoró, cujos habitantes, a época, sobreviviam da agricultura, da pesca, da caça e da produção de peças artesanais feitas de palha da carnaúba, como chapéus, esteiras e outros tantos produtos. Levavam uma vida simples e pacata. A assistência religiosa era dada pelos padres Paulo, Miguel e Estevam, que residiam na capela do Sagrado Coração de Jesus. Por falta de espaço próprio, as celebrações eram feitas na residência da senhora Luzia Mundé.

Com o crescimento da comunidade, os referidos padres conclamaram a população a se engajarem numa campanha em prol da construção de uma capela. A ideia apresentada pelos padres foi aceita de pronto, passando todos a se empenharem para a criação da comissão, procurando apoio inclusive de pessoas de comunidades vizinhas. Os moradores mais antigos ainda lembram de nomes de pessoas que se destacaram nessa campanha, como foi o caso do Sr. Zé Ananias, Pedro Lima, Sr. Anísio, José Augusto Soares, Sr. Caetano, Luiz Gonzaga e Raimundo Nonato.

Com os recursos arrecadados na campanha, com a ajuda coletiva, e a orientação dos bondosos padres, a construção da pequena capela foi iniciada. E em 7 de novembro de 1953, num sábado, a população assistiu, com grande orgulho, a inauguração da capela, que serviria não só de templo religioso como espaço para eventos sociais e educacionais. Tanto assim que na fachada da capela aparecia, em letras de alto relevo, o título: "Capela-Escola do Bom Jesus". Essa inauguração se deu com a celebração de uma missa pelo padre Mota, ao mesmo tempo em que era realizada a primeira eucaristia e a catequização de alguns jovens da comunidade.

E cumprindo o seu papel social, aquela capela passou a servir de escola, a única na comunidade, onde os jovens puderam ser alfabetizados, tendo como diretora a senhora Maria Nazaré. Essa escola funcionou na capela de 1953 a 1958.

Até o ano de 1996, a comunidade assistia missas e novenas, cujos celebrantes os moradores ainda guardam seus nomes na memória, como é o caso dos padres Mota, Netinho, Sátiro, Guimarães, Janedson, Rierdson e tantos outros.

Mas com o desenvolvimento da cidade e respectivo crescimento populacional, a pequena capela já não atendia as necessidades do, agora bairro de Bom Jesus. A Diocese de Mossoró providenciou a construção de uma igreja maior e mais confortável, onde atualmente é prestado o serviço religioso católico. E a velha capelinha, que tanto serviu no passado, ficou abandonada à mercê do tempo.

Hoje o que resta são apenas ruínas. Paredes descascadas pelo tempo e um teto que ameaça cair a qualquer momento. As portas e janelas estão em pedaços. E a população do Bom Jesus pede socorro. A antiga e tradicional capelinha ainda hoje é reverenciada por toda a população do bairro e não merece o fim que está tendo. Se já não tem serventia como templo religioso, que se preserve sua memória transformando-a num espaço cultural.

É com esse intuito que o Sr. Luiz Pereira da Costa, que no bairro é conhecido por Cale, na qualidade de presidente do Conselho Comunitário do Bom Jesus, pede a ajuda de todos. Vamos novamente dar as mãos e restaurar o prédio da querida capelinha. Não vamos deixar que a poeira do tempo apague mais esse marco histórico, cultural e religioso do bairro Bom Jesus.
FONTE - ARTIGO DO HISTORIADOR GERALDO MAIA, PÚBLICADO NO JORNAL O MOSSOROROENS (17/10/1872), EDIÇÃO O DIA 29/11/2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PADRE GUIDO TONETTO,


PADRE GUIDO TONETTO, nasceu, na província de Veneza, no dia 03 de fevereiro de 1920. Seus pais José Tonelotto e Maria Sandro. Foi ordenado dia 29 de junho de 1948 , no Instituto Teológico Salesiano, da província de Pádoa- Itália. Pe Guido entra na Congregação, em 1939. Depois de 7 anos, de fecundo apostolado na Itália, vem para o Brasil, no ano de 1955. Aqui desempenha a função de 1º Diretor do Colégio de Carpina- Pe que naquele tempo era também aspirante.
Reconhecendo as suas grandes qualidades espirituais e administrativas, os Superiores o nomearam sucessivamente Diretor do Colégio do Carmo, em Belém do Pará e do Colégio Dom Bosco, em Manaus. Nesses 3 lugares onde passou como Diretor de Colégios Salesianos, Pe Guido, desempenhou o seu ministério com muito zelo sacerdotal e foi chamado pelos superiores maiores da Itália. Aí ocupou também o cargo de Diretor de mais um colégio Saleniaso, na província de Verona.
Mas o desejo mais forte do Padre Guido era trabalhar no Brasil, servindo aos pobres e necessitados, sobretudo aos menores abandonados. Vem para Natal e presta serviços, como Diretor do Colégio São José. Depois de alguns anos, o Centro de Formação de Leigos para América Latina, Roma precisava de um Diretor com a rica experiência e o vasto conhecimento do nosso continente. Nenhum salesiano, melhor que Pe Guido recebeu convite especial do bispo de Mossoró, Dom Gentil, para trabalhar na Diocese de Mossoró. Pe Guido veio para Mossoró no ano de 1973. Trabalhou por 4 anos como Pároco de Martins e 21 anos como Páraco de São José, em Mossoró. Foi o inspirador , fundador e diretor do Projeto Esperança. Faleceu na cidade de Mossoró no dia 11 de novembro de 2009

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