JESUS CRISTO

JESUS CRISTO
NOSSO SALVADOR
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sábado, 23 de fevereiro de 2013

DEUS E SEU FILHO JESUS CRISTO


DEUS - NOSSO PAI TODO PODOROSO E JESUS CRISTO, NOSSO SALVADOR, MUITO OBRIGADO PELA MINHA IMENSA FELICIDADE, DE  ONTEM, HOJE E SEMPRE. NÃO TENHO NADA A RECLAMAR DE MINHA VIDA, SOU PAI DE TRÊS FILHOS: JOTAEMESHON, JULLYETTH E JÚNIOR, AVÔ: JÚLIA MELYSSA E HOJE, DEUS ME DEU, SEM NEM SEQUER HAVER PEDIDO, UM CARRO NOVO. ALÉM DISSO, TENHO DOIS ANJOS NO CÉU, MINHA FILHA PATRÍCIA E MEU FILHO JACKSHON. DEUS, O SENHOR SABE MUITO BEM QUE APENAS PEÇO A TI, SAÚDE, PAZ E FELICIDADE PARA MIM, MEUS FILHOS, MINHA NETA, MEUS IRMÃOS, MINHA EX-ESPOSA, MINHA ATUAL COMPANHEIRA, MEUS PARENTES, MEUS AMIGOS E ATÉ MESMO, PARA MEUS POUCOS INIMIGOS, QUE SEJAMOS TODOS FELIZ

PADRE ORIGEM MONTE

EX-PREFEITO DO MUNICÍPIO DE APODI, NO PERÍODO DE 23 DE SETEMBRO DE 1940 A 25 DE MARÇO DE 1944

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

MOSTREIRO SANTA CLARA - MOSSORÓ

FUNDADO EM 11 DE AGOSTO DE 1999, IDEALIZADO PELO PADRE SATIRO DANTAS, MOSSORÓ-RN

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

MORRE O CARDEAL DOM EUGÊNIO SALES

Ás 22h30 do dia 9 de julho de 2012 (segunda-feira), faleceu no Rio de Janeiro, o  cardeal dom Eugênio de Araújo Sales, natural de Acari-RN, nascido a 8 de novembro de 1920, filho de  CELSO DANTAS SALES  ede  JOSEFA ARAÚJO SALES, arcebispo emérito do Rio. Dom Eugênio faz parte da história de nossa querida e amada Polícia Militar do Rio Grande do Norte, tendo em vista que foi o primeiro Capelão da corporação, no período de 27 de janeiro de 1948 a 29 de outubro de 1954, sendo substituido pelo Padre Manuel Barbosa

segunda-feira, 25 de junho de 2012

PADRE PETER MARINUS MARIA NEEF (03/02/1929 - 25/06/2012)


Morreu o “Padre Peter Marinus Maria Neefs”, 83, ou simplesmente “Padre Pedro Neefs”, religioso de origem holandesa com enorme trabalho social fincado neste sertão brasileiro. A notícia foi passada através do Twitter pelo jornalista Crispiniano Neto.

O deputado Fernando Mineiro (PT) acrescentou que sepultamento será hoje ainda em Recife-PE. Não foi esclarecida a causa da morte.

Ele tinha superado mais um delicado quadro de saúde, mas faleceu hoje. No final do ano passado, Padre Pedro foi internado com quadro de infecção urinária e insuficiência respiratória. Teve tratamento no Hospital Português (Recife), ganhando alta e retornando ao abrigo de padres na Várzea, em Recife.
Natural da cidade de Breda, Holanda, Neefs nasceu no dia 03 de fevereiro de 1929. Dez anos mais tarde, em 1939, o mundo passava por outro grande impacto, conseqüência da eclosão da 2ª Guerra Mundial.

Padre Pedro: obra edificante

No ano de 1940, foi enviado ao Seminário Menor, onde começou os estudos teológicos. Convidado por um grupo de padres do Sagrado Coração de Jesus, chegou ao Brasil, em 1952, para concluir o seminário maior. No Brasil, Peter Marinus Neefs traduziu o nome para o português e manteve seu sobrenome, assim se transformou em Pedro Neefs. Foi ordenado no dia 1º de dezembro de 1957, no Recife-PE.
Em 1957, retornou a Holanda para ser ordenado padre e celebrar sua primeira missa. Dois anos mais tarde foi enviado a cidade de Beberibe-CE para realizar o trabalho de pároco. No entanto, suas idéias não foram aceitas, sendo “expulso” da paróquia pelos superiores.

Em 1965, Pedro Neefs foi transferido para a paróquia de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, sediada na cidade de Apodi, substituindo o padre Manoel Balbino da Silva, permanecendo em Apodi por um período de quase cinco anos, ou seja, até o ano de 1970, quando foi substituído pelo saudoso e conterrâneo, Padre André Demertetelaeere. Nessa cidade ele foi responsável por grandes conquistas, não para si, e sim, para a população apodiense, como foi o incentivo para a criação de FUNDEVAP e a construção do Estádio Antônio Lopes Filho.
Na Diocese de Mossoró, padre Pedro encontrou apoio. Segundo ele, na realidade era uma diocese com padres muito avançados. Porém, diante do trabalho de repressão e das diferenças de pensamento na própria igreja, padre Pedro disse que nessa época descobriu na diocese de Mossoró “que existia uma igreja oficial e uma igreja do povo”.

Campo Grande

Nesse período, estava sendo inaugurada a Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN). Diante de um boato que seria candidato a prefeito na cidade, fruto do apoio popular e do trabalho desempenhado pelo padre, ele foi afastado pela Diocese de Santa Luzia de Mossoró dos trabalhos como pároco da Paróquia de São João.
Em 5 de agosto de 1979, o padre Pedro Neefs, ícone das lutas e causas sociais, chegava para atuar no município na Paróquia de Santana, na cidade de Campo Grande , quando ainda se chamava Augusto Severo. Nessa cidade sua trajetória de formação política conquistou, na época, seu ápice.
O trabalho desenvolvido em toda paróquia foi o de defender os mais necessitados, principalmente na luta pela reforma agrária, que ganhou força após a disseminação de suas idéias, já que não existia até então. Ao chegar à cidade o pároco se aproximou do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que prestava assessoria a toda a população ligada ao campo.
O holandês ainda se vinculou aos jovens, onde o trabalho de formação política foi vital na busca do seu ideal. “Na semana santa de 1980, juntou 80 jovens de Campo Grande e fundou o grupo de jovens, que foi o primeiro grupo da cidade”, destacou a coordenadora da Cooperativa Sertão Verde, Zuleide Araújo.
Em 1986, o padre defendeu o direito ao trabalho de várias mães de família apoiando a criação da Associação Comunitária dos Trabalhadores Avulsos e Artesãos de Augusto Severo (ACTAS), que se tornou responsável por absorver toda a produção, vendendo-a em Natal e no mercado exterior, como Holanda.
“Como eu não pertencia a nenhum partido político, fiquei mais livre para o ideal da minha vida de mudar e transformar a vida e a cabeça do povo que botava a culpa em Deus sem assumir o atraso e a pobreza reinante. Quis ensinar que devemos ter nosso futuro em nossas mãos”, disse padre Pedro Neefs.
Ele passou a viver e passar por tratamento de saúde em Recife-PE. Depois de passar vários anos prostrados em uma cadeira de rodas, conseguiu voltar a andar precariamente.

Depois de Apodi, o religioso ainda trabalhou na diocese de Mossoró, sendo mandado várias vezes ao Vaticano em trabalho oficial da igreja. Em 1979 voltou ao Rio Grande do Norte, dessa vez para atuar na cidade de Augusto Severo, hoje Campo Grande. É membro da cadeira nº 17 de da Academia Apodiense de Letras, fundada em 23 de março de 2006, que tem como titular o saudoso Dr. Francisco Alcivan Pinto.

Com informações biográficas do Blog Oeste News, atual PORTAL TERRAS POTIGUARES NEWS
Fonte: Blog Carlos Santos

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

DOM JOSÉ FREIRE DE OLIVEIRA NETO (APODI,9/3/28 - MOSSORÓ, 10/1/2012

corpo_de_dom_jose_freire
Natural de Apodi, adotado pela cidade de Mossoró, morreu ontem aos 83 anos de idade dom José Freire de Oliveira Neto.
Segundo bispo com origens fixadas na região, dom José governou a diocese durante 20 anos.
Com duas décadas de atuação direta no comando da Igreja em nível regional, dom José Freire pertence à safra dos bispos de grandes ideais, que marcou a era de ouro da Igreja no Brasil.

Na diocese, ele foi o bispo que abriu as portas da Igreja para os leigos, criou as assembleias de pastoral, aplicou o planejamento participativo e reacendeu as pastorais sociais.
Pertencente à geração dos militantes da Igreja Pós-Conciliar, tinha opções eclesiais claras e dedicava seu trabalho a causas nobres, ao lado de grandes religiosos do Nordeste, como Aloísio Lorscheider, José Maria Pires, Hélder Câmara, Paulo Evaristo, Eugênio Sales e Luciano Mendes.
Na época em que assumiu o comando da Igreja na Diocese de Mossoró, dom José Freire foi responsável pelo desenvolvimento de um importante trabalho num período de transição sociopolítico do país.
Naquela época, 1984, ainda vivendo sob a ditadura militar, havia no episcopado brasileiro uma natural divisão entre os bispos.
Mesmo diante da instabilidade dom José optou ficar do lado do povo, lutando pelo resgate da democracia, justiça social e pela liberdade de expressão.
Iniciou seus estudos de padre no Seminário de Santa Teresinha, em Mossoró, deu andamento no Seminário de São Leopoldo (RS) e concluiu com o mestrado em Ciências da Educação, com especialização em Catequese, pela Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma.
"Era nostálgico e, ao mesmo tempo, divertido, escutar dom Freire falando da sua bela história vocacional. Várias vezes, no Seminário de Santa Teresinha, tivemos a oportunidade de escutá-lo: narrava com detalhes, desde o dia em que chegou de trem a Mossoró para entrar no seminário menor, suas viagens de navio a São Leopoldo, sua relação de amizade com Sátiro e Américo, que, na época, também eram seminaristas", destaca o padre Talvacy Chaves, que estuda Comunicação Social em Roma.
Após décadas dedicadas à religião e às causas sociais, dom José Freire parte deixando uma marca no zelo pelas pastorais sociais: Ceapac (Centro de Apoio a Projetos Alternativos Comunitário), CPT (Comissão da Pastoral da Terra) Cáritas, Pastoral da Criança, entre outras.
"Dom Freire entendia que ser pastor em uma realidade onde a maioria vive à margem dos direitos humanos básicos, não priorizar a pastoral social, seria como marginalizar na Igreja o próprio Jesus Cristo, ou seja, relativizar o tão sonhado Reino de Deus, revelado por Jesus nas Bem-Aventuranças de Mateus", conclui Talvacy Chaves.


dom_jose_enfermoDom José Freire passou nove dias em coma profundo após sofrer Acidente Vascular Cerebral 
Dom José Freire começou a se sentir mal na madruga do dia 31 de dezembro, sábado. De acordo com sua irmã, Maria do Socorro Freire, o bispo tentou levantar-se para conseguir ajuda e caiu, o que provocou uma lesão ainda maior. O Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu) foi acionado, e o religioso foi levado ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Fez o exame de tomografia, no qual se constatou um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Foi operado às pressas na manhã daquele mesmo dia, mas não reagiu após a retirada da sedação. Encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Wilson Rosado, permaneceu nove dias em coma profundo. Por volta das 2h30 de ontem, o bispo morreu, vítima de parada cardíaca. Às 6h37, a Diocese de Mossoró comunicou o fato oficialmente por intermédio de seu blog.
O AVC hemorrágico ocorre pela ruptura de um vaso sanguíneo dentro do crânio. Em contato com o tecido nervoso, o sangue provoca ação irritativa. A inflamação e o efeito da pressão exercida pelo coágulo prejudicam e degeneram a função cerebral. No último dia 31, dom Freire deve ter tido sintomas como dificuldade de mover o rosto, de movimentar os braços e de falar, fraqueza nas pernas e problemas de visão.
Em entrevista à imprensa local na semana passada, o médico Bernardo Rosado, que acompanhou o quadro clínico do bispo, havia alertado para a situação, considerada "crítica". A pressão sofrida pelo crânio era forte e a idade de dom Freire - 83 anos -, muito avançada. O fato de não ter dado sinais positivos após a sedação também desanimava. Até a madrugada de ontem, quando morreu, o bispo respirava com ajuda de aparelhos.

maria_do_socorro_irma_de_dom_joseFamiliares e pessoas próximas lamentam perda repentina
Familiares e pessoas próximo a dom José Freire destacam a simplicidade, a dignidade e a solidariedade do religioso. Para eles, o bispo deixa para a região um exemplo de vida e de dedicação à Igreja. A família de dom Freire afirma ter recebido mensagens de fé e oração de todo o Brasil.
"Acho que ele cumpriu sua missão na Terra. Nesses nove dias em que ele ficou internado, nós sofremos, até porque foi tudo muito rápido, mas esses momentos servem para unir cada vez mais todos nós, filhos de Deus, e fortalecer a nossa Igreja, porque a corrente de oração foi muito grande, com solidariedade do Brasil todo", relata a irmã do bispo, Maria do Socorro Freire.
O diretor de escola Edimilson Fernandes, que foi criado por dom Freire, conta que ele foi durante toda a vida uma pessoa muito simples, de quem todo mundo gostava. Fernandes perdeu o pai aos 3 anos e a mãe aos nove. A partir daí, embora não fosse seminarista, foi criado dentro da Igreja Católica, por causa de sua mãe, que era muito ligada às instituições religiosas da região.
"Aos 10 anos, em 1958, eu morei um tempo com dom Freire, que na época era pároco da Capela Coração de Jesus. Embora não fosse seminarista, eu participava de tudo. Depois mandaram me pegar, mas eu não quis, porque me dei muito bem com ele. E ele me queria muito bem", diz.
Mesmo depois de casado, o diretor destaca que nunca perdeu o contato com o bispo, que sempre ia visitar. "Ele foi importante demais para minha formação. Ele dialogava muito comigo. Na época, eu não tinha condição financeira e ele me colocou para estudar no Colégio Diocesano Santa Luzia."
Para Maria do Socorro, o religioso "deixa um testemunho da sua vida como sacerdote e como bispo na administração da Diocese, tanto nas obras que ele conduziu, mas, sobretudo, na sua vida digna como um representante de Deus na Terra", conclui.

velorio_de_dom_jose_na_catedralSepultamento ocorrerá na Catedral de Santa Luzia após realização da última missa de corpo presente, às 9h
O corpo de dom José Freire será sepultado hoje, 11, na Catedral de Santa Luzia, logo após a realização da última missa de corpo presente, que começará às 9h. O velório do bispo emérito de Mossoró foi iniciado ontem, 10, em Apodi, cidade natal do religioso.
O corpo do bispo chegou ao município em que nasceu por volta das 11h, horário em que foi celebrada uma missa de corpo presente, presidida pelo vigário-geral da Diocese de Mossoró, padre Flávio Augusto. A celebração ocorreu na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São João Batista.
Após a realização da missa, o corpo de dom José Freire retornou a Mossoró, chegando à Catedral de Santa Luzia às 15h. Ao longo da tarde e da noite de ontem, foram celebradas três missas de corpo presente, e às 22h foi iniciada a virgília fúnebre.
Além de inúmeros fiéis mossoroenses, o velório também foi acompanhado por membros da Igreja Católica de outras cidades e estados. Bispos dos municípios de Caicó, Natal, Campina Grande e de Limoeiro do Norte estiveram presentes no adeus a dom José Freire.
Com o falecimento do bispo emérito, a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) decretou luto oficial na cidade por três dias.
Através do Decreto nº 103, de 10 de janeiro de 2012, o município do Apodi também terá três dias de luto oficial em virtude da morte de dom José Freire.

seminario_sta_teresinhaDom José Freire inicia na adolescência estudos teológicos em Seminário de Mossoró 
Filho de José Freire de Oliveira Neto e Francisca Celsa de Oliveira, o bispo emérito dom José Freire de Oliveira Neto nasceu no dia 9 de março de 1928, no município do Apodi. Na adolescência, aos 16 anos de idade, dom José se despediu da família e conterrâneos da cidade natal para seguir nos estudos teológicos e se dedicar à Igreja.
De acordo com a Diocese de Mossoró, nos anos de 1944 a 1949, dom José fez curso ginasial no Seminário Santa Teresinha, em Mossoró. De 1950 a 1952, cursou Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo (RS), seguindo, logo após, para Roma, na Itália, onde cursou Teologia na Pontíficia Universidade Gregoriana.
Além de licenciatura em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, dom José Freire fez mestrado em Ciências da Educação, com especialização em Catequese, pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma.
Em Mossoró, desempenhou as funções professor, capelão, presidente do Instituto Amantino Câmara, reitor do Seminário Santa Teresinha, diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia e vigário episcopal das Religiosas.
Padre Talvacy Chaves afirma que dom José gostava de contar as próprias experiências durante processo de formação vocacional. "Era, ao mesmo tempo, nostálgico e divertido, escutar dom Freire falando da sua bela história vocacional. Várias vezes, no Seminário Santa Teresinha, nós, seminaristas, tivemos a oportunidade de escutá-lo: narrava com detalhes, desde o dia em que chegou de trem a Mossoró pra entrar no seminário menor, suas viagens de navio para São Leopoldo, sua relação de amizade com Sátiro e Américo, que, na época, também eram seminaristas", diz.

dom_jose_freire_2Trajetória religiosa do sacerdote é marcada por nomeações expressivas na Igreja Católica
Até se tornar bispo emérito de Mossoró, dom José Freire teve uma trajetória marcada por nomeações de expressão na Igreja Católica. Em 22 de setembro de 1956, foi ordenado presbítero, em Roma, por dom Luís Luigi Traglia.
Já no dia 3 de novembro de 1973 foi eleito Bispo Auxiliar de Mossoró, recebendo sagração episcopal no dia 2 de junho de 1974, na Capela do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma, sendo dom Gentil Dinis Barreto o bispo consagrante.
No dia 18 de julho 1975, dom José foi apresentado à Diocese de Mossoró, em solenidade na Catedral de Santa Luzia. Em 1979, foi nomeado bispo coadjutor. Assumiu ainda interinamente o governo diocesano em 14 de março de 1984, por ocasião da renúncia de dom Gentil Diniz Barreto.
De acordo com o bispo diocesano dom Mariano Manzana, entre os anos de 1984 e 2004, dom José Freire coordenou a Diocese. Em seguida, se tornou bispo emérito em 2004. "Dom José Freire teve mais de 30 anos de vida ativa na Diocese de Mossoró. Ele foi o quinto bispo, depois de dom Jaime, dom Costa, dom Eliseu e dom Gentil", revela dom Mariano.
Para os representantes da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, o bispo é um dos principais responsáveis pela expansão do trabalho pastoral diocesano. O padre Ricardo Rubens explica que dom José Freire auxiliou a criar a província eclesiástica que reúne as três dioceses do RN. "Foi na época dele que houve a divisão dos agrupamentos de paróquias chamados de zonais", acrescenta padre Ricardo.
O sacerdote avalia que uma das principais contribuições do episcopado de dom José Freire consiste no apoio às pastorais sociais. "Ele incentivou o trabalho do Centro de Apoio a Projetos Alternativos Comunitários (Ceapac), da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e da Comissão de Justiça e Paz", enfatiza padre Ricardo.
Ao longo da vida eclesiástica, dom José Freire ocupou cargos expressivos na Igreja. Na Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por exemplo, o bispo emérito de Mossoró desempenhou o cargo de Coordenador da Comissão de Catequese do Regional Nordeste II, composto das 20 dioceses que compreende as províncias eclesiásticas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Bispo emérito é lembrado como um homem de fé, íntegro, e que dedicou sua vida a serviço da religião
Querido pelos religiosos e membros sacerdotais da Igreja Católica, o bispo emérito dom José Freire é lembrado como um homem de fé que dedicou a vida a serviço da Igreja.
Emocionado, o vigário-geral da Diocese de Mossoró, padre Flávio Augusto, relembra o convívio religioso de mais de 20 anos com dom José Freire. O sacerdote sintetiza o bispo emérito de Mossoró como um homem de fé, íntegro e reto na vida.
"Sem dúvida alguma, tivemos uma grande perda. Tanto para mim, pois foi ele que fez a minha ordenação de padre, além de ter sido bispo da Diocese durante mais de 20 anos. Uma voz firme e necessária para a Diocese. E nesse momento de partida agradecemos a Deus pelo envio de dom José Freire", destaca o vigário-geral.
Padre Talvacy Chaves, natural do Sítio Bartolomeu, no município de Venha-Ver e atualmente estudante de Comunicação Social em Roma, Itália, utilizou o blog pessoal para destacar a vida eclesial de dom José Freire.
O sacerdote expressou o seguinte no blog "Comunicar é preciso": "Dom Freire pertence à safra dos bispos de grandes ideais. O novo jeito de fazer e de ser Igreja, a partir das inovações libertadoras dos documentos pós-conciliares, alimentavam a esperança e o dinamismo pastoral dessess bispos", publicou padre Talvacy.

dom_marianho_em_velorio_de_dom_joseReligiosos destacam empenho de dom José Freire à Igreja Católica e às questões sociais 
O bispo emérito dom José Freire se despediu da vida ontem, 10, deixando como principal legado a dedicação e amor à Igreja Católica. Durante as atividades eclesiásticas, o bispo esteve engajado e presente em vários momentos marcantes do catolicismo no Brasil. Para os religiosos, dom José esteve também atento às questões sociais na região.
Conforme o bispo diocesano dom Mariano Manzana, seguindo a tradição eclesiástica, dom José Freire teve grande participação na área social, concedendo atenção aos mais pobres e carentes.
"Ele foi mais um bispo pastoral dentro do contexto de trabalho em conjunto desenvolvido pela Igreja. Não se restringindo somente ao religioso, atuando, sobretudo, nas questões sociais da região Nordeste, que clama por desenvolvimento social. A luta de um bispo é fazer a igreja crescer, mas nunca atuando só no religioso", afirma dom Mariano.
Entre as questões assistenciais engajadas por dom José Freire, o bispo lutou pelos direitos das pessoas diretamente atingidas com a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves em Assu. "No início do seu ministério, dom José lutou para que as pessoas desapropriadas com a construção da barragem recebessem indenização do Estado", conta dom Mariano Manzana.
Na avaliação de padre Ricardo Rubens, muito mais do que um legado concreto, dom José Freire deixa lições do próprio exemplo de amor e dedicação à Igreja Católica. "Uma referência moral e espiritual. Uma pessoa que teve uma vida modesta e de desprendimento", opina o sacerdote.
Em relação aos trabalhos pastorais, padre Ricardo Rubens aponta a contribuição de dom José Freire na formulação do documento "Catequese Renovada" junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
"Ele foi um dos redatores desse importante documento para a Igreja Católica no país. Além disso, dom José teve atenção especial à questão da vocação sacerdotal e o processo de formação dos novos padres", revela padre Ricardo Rubens.

Imagem do bispo está associada ao Seminário de Santa Teresinha
Em Mossoró, dom José Freire de Oliveira Neto também foi reitor do Seminário de Santa Teresinha. Padre Guimarães é o único dos padres atualmente em Mossoró que foi aluno do Seminário durante o período de reitorado de dom José Freire.
Ele conta que entrou no seminário em 1965, e passou lá quatro anos. "Foram os quatro anos mais importantes da minha vida. Durante esse tempo pude perceber o quanto dom José era um homem de profunda oração", relembra.
"Às vezes, à noite, quando acordávamos, escutávamos os passos do bispo pela casa, com o terço nas mãos", comenta padre Guimarães, destacando a religiosidade dele como exemplo para todos os alunos do seminário.
Padre Guimarães também revela traços da personalidade do bispo emérito pouco conhecidos. "Apesar dessa imagem de homem sisudo, dom José possuía um senso de humor incrível. Em algumas reuniões, ele contava piadas alegrando o ambiente", revela.
Já o padre Talvacy Chaves, norte-rio-grandense de Venha Ver e atualmente estudante de Comunicação Social em Roma, Itália, outro contemporâneo de dom Freire no seminário, lembra a disciplina com que cobrava os alunos.
"Medo. Era a emoção que aflorava quando precisava conversar com dom Freire. Eu nunca tive um bom português e perto de dom Freire pior ainda. Ele era culto no clássico português. No seminário, quando havia reunião ou missa com ele, corrigia publicamente nossos erros gramaticais. Então, ficar calado era a melhor forma para não ser repreendido", diz.
E continua: "Todavia, embora dom Freire revelasse esse lado autoritário de ser, ele tinha também seu lado humano e afetuoso. Era gostoso viajar com ele, visitá-lo em sua casa. Saber escutar e ser compreensivo eram duas virtudes que admirava em dom Freire", conta padre Talvacy.
A relação de dom Freire com Santa Teresinha talvez explique a paixão dele pelo seminário. "Nunca vi tanto amor por uma jovem santa, como aquele de dom Freire com Teresinha de Lisieux. Penso que toda Mossoró já ouviu, pelo menos uma vez, dom Freire falando, por exemplo, expressões como: "Santa Teresinha, a doutora do amor" ou "Santa Teresinha dizia: quero passar o meu céu, fazendo o bem sobre a terra"', conta.
Padre Talvacy também traça um paralelo entre os dois grandes amigos contemporâneos de dom Freire: monsenhor Américo Simonetti, falecido em 2009, e padre Sátiro Cavalcanti Dantas. "Conseguimos ver algo parecido. Se para dom Freire o seu maior xodó era Santa Teresinha, para monsenhor Américo era Santa Luzia, e para padre Sátiro, São Francisco e Santa Clara, além de um afeto danado com Santo Agostinho e São João da Cruz", conta.

Autoridades locais lamentam morte e reconhecem trabalho do sacerdote
O falecimento de dom José Freire repercutiu em instituições públicas e privadas, organismos da Igreja e movimentos sociais. Em nota, a governadora Rosalba Ciarlini disse: "Perdemos um grande pastor, um grande amigo, um grande cidadão potiguar".
Segundo ela, dom José será lembrado e honrado pelo trabalho incansável na busca pela liberdade, paz, compreensão e respeito entre os homens. "Que a semente de fé que nos deixou floresça em cada um dos nossos gestos. Que dom José rogue por nós também na eternidade", disse a governadora.
A prefeita Fafá Rosado enalteceu a relevância do trabalho desenvolvido por dom José durante seus vinte anos de episcopado. "O bispo teve importância não só no cenário religioso da cidade, mas também no social, desempenhando diversas lutas em prol dos menos favorecidos", reconheceu.
A deputada federal Sandra Rosado, líder do PSB na Câmara dos Deputados, também se pronunciou, através da rede de microblogs Twitter: "Lamentamos profundamente o falecimento de dom José Freire. Minha solidariedade a todas as pessoas da nossa diocese".
A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) disse que dom José Freire é um exemplo de dedicação religiosa e social, e que seu legado continuará presente por muitas gerações. "Fica o sentimento de gratidão pelo trabalho em favor do bem e da paz entre os homens na nossa terra", agradece.
Em nota, o Regional Nordeste 2 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) agradeceu a Deus o dom da vida, a vocação sacerdotal e o ministério episcopal de dom José Freire de Oliveira Neto.
"Por muitos e proveitosos anos, exerceu o ofício de bispo diocesano de Mossoró, vivenciou a fraternidade e exercitou a colegialidade episcopal no Regional Nordeste 2, servindo-o, particularmente, como bispo referencial da Pastoral da Catequese, com reconhecida competência e dedicação", diz a nota.
E continua: "Esgotada a face terrestre de sua existência, possa dom José Freire 'saborear a suavidade da presença do Senhor e contemplá-lo no seu templo. (Sl 26,4).'". a nota é assinada pelo presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB, dom Genival Saraiva de França.
O Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (Seapac), organismo de caridade pastoral da Igreja Católica da Província Eclesiástica de Natal, há 18 anos com atuação permanente da Diocese de Mossoró, também divulgou nota, manifestando pesar pelo falecimento do bispo mérito.
Segundo o texto, assinado pelo diácono Francisco das Chagas Teixeira, dom José Freire foi um dos bispos da província que mais incentivou e ajudou a consolidar o Seapac para ser instrumento de assessoria, formação e organização das comunidades rurais mais necessitadas, como expressão da opção preferencial e do compromisso da Igreja para com os pobres.

FONTE: JORNAL O MOSSOROENSE (17/10/1872), EDIÇÃO DO DIA 11 DE JANEIRO DE 2012(QUARTA-FEIRA)

sábado, 28 de novembro de 2009

CAPELA-ESCOLA DE BOM JESUS MOSSORÓ

A comunidade do sítio Bom Jesus era formada por ribeirinhos do rio Mossoró, cujos habitantes, a época, sobreviviam da agricultura, da pesca, da caça e da produção de peças artesanais feitas de palha da carnaúba, como chapéus, esteiras e outros tantos produtos. Levavam uma vida simples e pacata. A assistência religiosa era dada pelos padres Paulo, Miguel e Estevam, que residiam na capela do Sagrado Coração de Jesus. Por falta de espaço próprio, as celebrações eram feitas na residência da senhora Luzia Mundé.

Com o crescimento da comunidade, os referidos padres conclamaram a população a se engajarem numa campanha em prol da construção de uma capela. A ideia apresentada pelos padres foi aceita de pronto, passando todos a se empenharem para a criação da comissão, procurando apoio inclusive de pessoas de comunidades vizinhas. Os moradores mais antigos ainda lembram de nomes de pessoas que se destacaram nessa campanha, como foi o caso do Sr. Zé Ananias, Pedro Lima, Sr. Anísio, José Augusto Soares, Sr. Caetano, Luiz Gonzaga e Raimundo Nonato.

Com os recursos arrecadados na campanha, com a ajuda coletiva, e a orientação dos bondosos padres, a construção da pequena capela foi iniciada. E em 7 de novembro de 1953, num sábado, a população assistiu, com grande orgulho, a inauguração da capela, que serviria não só de templo religioso como espaço para eventos sociais e educacionais. Tanto assim que na fachada da capela aparecia, em letras de alto relevo, o título: "Capela-Escola do Bom Jesus". Essa inauguração se deu com a celebração de uma missa pelo padre Mota, ao mesmo tempo em que era realizada a primeira eucaristia e a catequização de alguns jovens da comunidade.

E cumprindo o seu papel social, aquela capela passou a servir de escola, a única na comunidade, onde os jovens puderam ser alfabetizados, tendo como diretora a senhora Maria Nazaré. Essa escola funcionou na capela de 1953 a 1958.

Até o ano de 1996, a comunidade assistia missas e novenas, cujos celebrantes os moradores ainda guardam seus nomes na memória, como é o caso dos padres Mota, Netinho, Sátiro, Guimarães, Janedson, Rierdson e tantos outros.

Mas com o desenvolvimento da cidade e respectivo crescimento populacional, a pequena capela já não atendia as necessidades do, agora bairro de Bom Jesus. A Diocese de Mossoró providenciou a construção de uma igreja maior e mais confortável, onde atualmente é prestado o serviço religioso católico. E a velha capelinha, que tanto serviu no passado, ficou abandonada à mercê do tempo.

Hoje o que resta são apenas ruínas. Paredes descascadas pelo tempo e um teto que ameaça cair a qualquer momento. As portas e janelas estão em pedaços. E a população do Bom Jesus pede socorro. A antiga e tradicional capelinha ainda hoje é reverenciada por toda a população do bairro e não merece o fim que está tendo. Se já não tem serventia como templo religioso, que se preserve sua memória transformando-a num espaço cultural.

É com esse intuito que o Sr. Luiz Pereira da Costa, que no bairro é conhecido por Cale, na qualidade de presidente do Conselho Comunitário do Bom Jesus, pede a ajuda de todos. Vamos novamente dar as mãos e restaurar o prédio da querida capelinha. Não vamos deixar que a poeira do tempo apague mais esse marco histórico, cultural e religioso do bairro Bom Jesus.
FONTE - ARTIGO DO HISTORIADOR GERALDO MAIA, PÚBLICADO NO JORNAL O MOSSOROROENS (17/10/1872), EDIÇÃO O DIA 29/11/2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PADRE GUIDO TONETTO,


PADRE GUIDO TONETTO, nasceu, na província de Veneza, no dia 03 de fevereiro de 1920. Seus pais José Tonelotto e Maria Sandro. Foi ordenado dia 29 de junho de 1948 , no Instituto Teológico Salesiano, da província de Pádoa- Itália. Pe Guido entra na Congregação, em 1939. Depois de 7 anos, de fecundo apostolado na Itália, vem para o Brasil, no ano de 1955. Aqui desempenha a função de 1º Diretor do Colégio de Carpina- Pe que naquele tempo era também aspirante.
Reconhecendo as suas grandes qualidades espirituais e administrativas, os Superiores o nomearam sucessivamente Diretor do Colégio do Carmo, em Belém do Pará e do Colégio Dom Bosco, em Manaus. Nesses 3 lugares onde passou como Diretor de Colégios Salesianos, Pe Guido, desempenhou o seu ministério com muito zelo sacerdotal e foi chamado pelos superiores maiores da Itália. Aí ocupou também o cargo de Diretor de mais um colégio Saleniaso, na província de Verona.
Mas o desejo mais forte do Padre Guido era trabalhar no Brasil, servindo aos pobres e necessitados, sobretudo aos menores abandonados. Vem para Natal e presta serviços, como Diretor do Colégio São José. Depois de alguns anos, o Centro de Formação de Leigos para América Latina, Roma precisava de um Diretor com a rica experiência e o vasto conhecimento do nosso continente. Nenhum salesiano, melhor que Pe Guido recebeu convite especial do bispo de Mossoró, Dom Gentil, para trabalhar na Diocese de Mossoró. Pe Guido veio para Mossoró no ano de 1973. Trabalhou por 4 anos como Pároco de Martins e 21 anos como Páraco de São José, em Mossoró. Foi o inspirador , fundador e diretor do Projeto Esperança. Faleceu na cidade de Mossoró no dia 11 de novembro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

IGREJA EVANGÉLICA DO BETEL BRASILEIRO DE APODI

A igreja Igreja Evangélica do Betel Brasileiro em Apodi, foi fundada no dia 14 de março de 1987, por Maria da Salete Costa de Oliveira, Raimundo Souza de Oliveira, Marta da Costa e Silva Duarte, Mirian Costa de Oliveira, Marta Michelly Costa de Oliveira, Maria Patrícia Costa de Oliveira e Sara Lene da Costa e Silva Duarte.
Os primeiros cultos realizados no templo foram nos dias 14 e 15 de março de 1987, através dos seminaristas Eli Rodrigues e Tereza Luchesi. Nesse tempo a igreja já contava com treze membros e vinte e oito agregados. Sendo o primeiro batismo realizado no templo da Igreja Batista nesta cidade no dia 2 de agosto de 1987, pelos pastores: Severino Gomes da Silva e Josafá Ferreira dos Santos.
Em novembro de 1986, o pastor Severino Gomes da Silva, seguindo orientação do Instituto Bíblico Betel Brasileiro, fez sua primeira visita regional para averiguação da obra e confirmou que o Instituto Bíblico Betel Brasileiro assumiria a obra definitivamente no território apodiense. Em fevereiro de 1987 a seminarista Tereza Luchesi realizou um abençoado ministério de evangelização ganhando as primeiras almas para o reino de Deus. O primeiro ganho para Cristo foi Francisco Chagas, e com o desenvolvimento, foi necessário à solicitação ao Instituto Bíblico Betel Brasileiro de um obreiro com tempo integral.
Em entendimento entre a irmã Maria da Salete Costa Oliveira e missionária professora Lídia Almeida de Meneses, ficou determinado que o aluno provisionado Eli Rodrigues estaria visitando o campo em caráter de escala semanal dando assistência a esta obra, o qual ainda permanece recebendo a partir desta data a licenciatura ao pastorado da Igreja.
Nesses mais de 20 anos de atuação o Ministério Betelino em Apodi, desenvolveu um excelente trabalho na área sócio-educacional, com a fundação do Centro Social Beneficente George Marinho Costa, que manteve convênio com a Visão Mundial, atendendo a 200 crianças e adolescentes pelo sistema de apadrinhamento, tendo como país de apoio os Estados Unidos e a Escola Evangélica Betel, que atendeu a mais 800 alunos no período de janeiro de 1990 a dezembro de 2004, a referida escola foi mantida pela Visão Mundial e por um Convênio com a Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte.
Aos longos desses anos, passaram por este abençoado ministério diversos homens de Deus- Pastores, que deram continuaram o trabalho que começou no coração do Senhor. Poderíamos aqui mencionar alguns deles: Pr. Antonio Silva, Pr. Damião Pereira, Pr. Raimundo José Linhares, Pr. Saulo de Castro Batista e atualmente temos como líderes, o Pr. Agnaldo Lopes e a Mis. Ana Cláudia.
FONTE: JORNAL O MOSSOROENSE

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PADRE AMÉRICO SIMONETTI

ASSU - 21/12/1929 - MOSSORÓ,05/10/2009
PE. AMÉRICO SIMONETTI - HÁ 50 ANOS UM ARAUTO DA FÉ(PUBLICADO NO DIA 10.12.2006 - JORNAIS "O POTI" -CADERNO CIDADES PÁG.07 E "GAZETA DO OESTE " CADERNO CIDADES PÁGINA 08)


É motivo de júbilo, para todos que o conhecem, a passagem dos cinquenta anos de sacerdócio do Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, assuense, filho do professor Alfredo Simonetti e de Dª.Maria Augusta de Sá Leitão Simonetti, ele, nascido em 21.12.1929. Desde os 10 anos de idade, já órfão de pai, havia recebido de ambos a prática da religiosidade, sendo irmão de um outro sacerdote, o Pe. Alfredo, e de uma freira do amor divino, Irmã Angelina, ambos já falecidos. São igualmente religiosos praticantes os seus outros irmãos José Nazareno, Salete e João Batista. Ingressou no Seminário de Santa Terezinha, em Mossoró, posteriormente cursando Teologia e Filosofia, no Seminário Central de São Leopoldo - RS. Ordenou-se e celebrou sua primeira missa, em sua terra natal, em 02.12.1956, assumindo o serviço catequético da Paróquia, no auxílio ao saudoso Monsenhor Júlio Alves Bezerra, tendo impressionado, de logo, ao bispo da época, Dom Elizeu Simões Mendes.Com a sua transferência para Mossoró, no início do ano de 1962, e já se vão 44 anos, traz consigo, como bandeira de trabalho, a instalação de uma emissora de rádio católica para dar propagação à mensagem da igreja, até então levada através dos púlpitos dos altares e das amplificadoras de som, estas últimas já no desuso em cidades de médio e grande portes. Como estudante do Colégio Diocesano Santa Luzia, acompanhei a sua destemida luta, sendo eu próprio escalado por Padre Sátiro Dantas, diretor do Colégio e outro grande nome do clero no Estado, para, no âmbito estudantil, ajudá-lo. Principalmente no que diz respeito à aliança de recursos financeiros que tornassem viável a consecução do projeto. Afora as ajudas individuais das paróquias e fiéis, Padre Américo contou, apenas, com o sorriso carinhoso e santo de Dom Gentil Diniz Barreto, bispo diocesano, que passou a gostar da novidade, mas serenamente lhe parecia de difícil alcance. Desde a criação da Diocese, em 28.07.1934, aparecia então a melhor ideia para difundir a fé.Padre Américo, depois de uma hercúlea faina só possível aos de fé, testemunhou em 02.04.1963, como seu diretor superintendente, a Rádio Rural de Mossoró ser inaugurada pela mais alta autoridade da nação - o presidente da República João Belchior Marques Goulart. Passou este veículo de comunicação a realizar uma inaudita colaboração de evangelização e alfabetização, de Macau a São Miguel e Pau dos Ferros, de Alexandria a Aracati-CE, preenchendo uma lacuna no Movimento de Educação de Base - MEB , criando programas de informação, de religiosidade e de entretenimento. Bastaria a Rural para justificar o seu testemunho pela doutrina. E se nos falta hoje o santo Dom Gentil, já no convívio dos céus, vivos estão Euclides Moraes, François Paiva, Emery Costa, Seu Mané, Donato de Castro, José Nilson Rodrigues, Neuza Medeiros, Zilda Gê, além de, em nome da própria Sé, Padre Sátiro e o bispo emérito Dom José Freire, para citar alguns dos que o acompanharam na grande batalha.Com o surgimento dos Secretariados Diocesanos, de sua lavra, surge o trabalho de Cáritas, conduzindo a missão de atender com alimentos os alojados no numeroso bloco da exclusão social, já nos anos sessenta, distante ainda do advento do atual bolsa-família, levando-lhes, à frente de tudo, a palavra de Deus. A criação do Clube da Juventude, no anexo do Santuário do Coração de Jesus, onde hoje funciona a Cúria Diocesana, para encaminhar os mais jovens na larga estrada preconizada pelo Pai, foi outro notável serviço do seu ministério. Como vigário geral da Diocese, e como pároco de Santa Luzia, substituindo ao inesquecível catarinense - culto e profundo na religião - Monsenhor Huberto Brunning, a quem a cidade tanto ficou devendo, Padre Américo se houve com dinamismo e sem fadiga, continuando a dar brilho e encantamento à festa da nossa excelsa padroeira, virgem, mártir e heroína. Testemunhei, em algumas oportunidades, ele num mesmo dia celebrar missas em Itaú e Areia Branca, depois de fazer o seu "Comentário da Rural" e despachar assuntos inadiáveis na Cúria, sendo um incansável, obstinado em tudo que diz respeito à Igreja, até como motorista do carro que o conduzia para tantos eventos e compromissos religiosos.Na casa dos meus pais, ainda na minha juventude, foi uma presença marcante. Sempre disponível, principalmente nas nossas horas mais difíceis, como na morte prematura e trágica de um irmão meu, no vigor dos 17 anos de idade, no grave e penoso acidente de uma irmã, menina nos seus 14 anos, na angústia torturante da funesta doença e, posterior, morte dos nossos ascendentes, Padre Américo nos ajudou com uma palavra firme de fé, atenuando o nosso sofrimento e nos remetendo à resignação. A ele recorri várias vezes, uma delas para ministrar o meu matrimônio com Niná, sua conterrânea, amiga e admiradora, e no batismo do neto-filho Pedro Henrique, e o sacerdote sempre disposto a me reassentar. Eu, que desde a primeira comunhão em 1953 - sou católico fervoroso e praticante. Conheço outros exemplos, onde ele exerceu o mesmo ofício em centenas de lares. Padre Américo era, e continua sendo, a igreja presente na casa do cristão.O seu desprendimento pelos valores materiais é inconteste. A sua prática não indica qualquer contradita a minha assertiva. Em 1968 foi um dos luminares que deu a sua rica biografia para, como docente no Curso de Letras, criar a Universidade Regional do Rio Grande do Norte, tendo, em algumas oportunidades, o seu nome cotado para ser reitor, e até lançado pelo povo pobre, forte candidato a prefeito municipal, nunca tendo aceito tais nobrezas. Tanto assim que, passados alguns anos, deixou a cátedra e o salário (hoje aposentadoria) que tanta falta lhe faz na velhice, precisando da atenção de um irmão sanguíneo para ter uma modesta casa onde, futuramente, venha a descansar. A Deus e aos homens ele sempre servirá.No evangelho - João 12.24.26 - encontramos Jesus dizendo "Quem se apega a sua vida, perde-a; mas quem não se apega a sua vida neste mundo, há de guardá-la para a vida eterna". Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, com os possíveis defeitos que lhe queiram atribuir, - pois ele é humano - guardou a sua vida para a eternidade. Há 50 anos é um arauto da fé.

Padre Américo faleceu na cidade de Mossoró no dia 5 de outubro de 2009, segunda feira

sábado, 29 de agosto de 2009

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA CARIDADE E LUZ

Fundada em 23 de Julho de 1997 Inscrita no CNPJ sob o nº 05.039.739/0001-20, Reconhecida de utilidade publica em tres nives,no dia 23/05/2002,foi Reconhecida como de Utilidade Publica Municipal pela Lei de Nº 004/2002 e dia 21/07/2004 Pela Lei Estadual de Nº 8536/2004 e no dia 13/12/2005,Foi Reconhecida como de Utilidade Pública Federal e Publicada no Diário Oficial da União no dia 16/12/2005. Fica localizada na Rua Bom Jesus, na cidade de Severiano Melo

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

JESUS,SANTA LUZIA,DEUS E SÃO JOÃO

JESUS CRISTO

JESUS CRISTO
NOSSA ESPERANÇA DE DIAS MELHORES
NOSSA SANTA
NOSSA SANTA
SANTA LUZIA
SANTA LUZIA
A PADROEIRA DE MOSSORÓ E OESTE POTIGUAR

SÃO JOÃO
SÃO JOÃO


FAMÍLIA SAGRADA - JESUS, MARIA E JOSÉ

FAMÍLIA SAGRADA - JESUS, MARIA E JOSÉ
PADROEIRO DE TENENTE ANANIAS

terça-feira, 11 de agosto de 2009

PARÓQUIA DE TOUROS - RN













A Matriz que ainda conserva o estilo colonial, foi construída em 1798, por Manoel Dias de Assunção, que fez doação do patrimônio.

Paróquia criada pela Resolução da Assembléia Geral Legislativa de 5 de setembro de 1832, com o nome de Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Navegantes do Porto de Touros, desmembrada da Paróquia de São Miguel de Extremoz, tendo padroeiro o Sr. Bom Jesus dos Navegantes. A Paróquia tem uma área geográfica extensa, englobando os municípios de Touros, Pureza e São Miguel do Gostoso, com aproximadamente 45 mil paroquianos. Ao todo são: a Matriz, construída entre 1798 e 1800 e 60 capelas. Já passaram pela paróquia 62 padres. O primeiro pároco foi o Pe. José Ignácio de Brito, e o atual é o Pe. Bianor Francisco de Lima Júnior. A Paróquia é animada pelas pastorais da Comunicação, da Criança, da Juventude, da Liturgia, do Dízimo, da Família, da Saúde, do Menor, Pastoral Missionária e Pastoral da Catequese, além de movimentos como a RCC, Focolari e Escoteiros, e serviços como o ECC e Banda de Música. Também conta com grupo de acólitos, o Apostolado da Oração e a Legião de Maria. Dentre os trabalhos sociais, destaca-se a Pastoral da Criança. Os Conselhos Pastoral e Administrativo, que se reúnem uma vez por mês, ajuda o Pároco na condução administrativa da Paróquia. A Paróquia recebeu visita pastoral do Arcebispo Dom Heitor em março de 1998.

Escudo da Paróquia - O escudo apresenta símbolos que marcam a tradição da fé e a história da cidade de Touros e da Paróquia do Bom Jesus dos Navegantes, criado pelo Pe. Bianor Francisco de Lima Júnior em dezembro de 1999.
O BARCO do Bom Jesus é o andor que tradicionalmente transporta o Divino Bom Jesus crucificado até a praia deste imenso mar que Touros tem.
O BARCO está sobre as ÁGUAS, em movimento, mostrando o movimento da caminhada Pastoral nos grupos pastorais, serviços e movimentos que se fortalecem na ROCHA “O TOURINHO” que é um conjunto de rochas negras que tem como nome geográfico “Falésia” situado na praia de Touros em visível lugar ao leste do nosso extenso litoral.
Conta-se que este belo conjunto rochoso nos presenteou batizando nossa cidade com seu nome (Touros) e mostra as seguintes versões:
1. Através da presença de Bois sobre as rochas vista pelos colonizadores Portugueses e daí teria surgido o nome “Touros”.
2. Através de uma homenagem dos colonizadores Fenícios que por aqui também vieram, pois sua capital (da Fenícia) chamava-se “Tiro” que derivado ou aportuguesado saiu o nome Touros.
3. Antigamente esta rocha apresentava o formato de um “Touro” e visto à distância pelos pescadores quando voltavam de seu trabalho (a pesca), em cima disto deram a este pequeno “povoado” o nome Touros, é esta a versão mais aceita pelos moradores e historiadores que aqui vem.
Esta pedra nos faz lembrar Jesus que confiou ao apóstolo Pedro a sua igreja, dizendo “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”.
O MARCO DE TOUROS Chanfrado aqui em Touros no ano de 1501 por ocasião do descobrimento do Brasil por Gaspar de Lemos, neste Marco está gravado a Cruz de Malta da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, e o Brasão do antigo Reinado Português. Por muitos séculos foi expressão de fé popular para os primeiros moradores de Touros. Hoje o MARCO está na Fortaleza dos Reis Magos em Natal sua réplica no Km 0 da BR 101 em Touros.
O FAROL como luz que ilumina toda a caminhada pastoral, tendo Cristo como luz que ilumina e nos convida à iluminar o mundo. “Vós sois a luz do mundo!” Este FAROL localizado na Ponta do Calcanhar “Esquina do Brasil” contendo 62 metros de altura e seus 298 degraus. Seu foco de luz chega a atingir 22 milhas náuticas o que corresponde a 132 km de distância ao longo do mar, iluminando aqueles que por ele navegam. Foi construído no ano de 1908 e passou por uma reforma no ano de 1945 após a 2ª Guerra Mundial e passou a servir também aos aviadores com seu formato de Tronco Piramidal. Assim como tantos se norteiam por este Farol, também nossa Paróquia deve se nortear pela luz de Cristo salvador. Todos estes símbolos: BARCO, ROCHA, ÁGUAS, FAROL, MARCO estão dentro de um círculo ondulado mostrando que na diversidade das pastorais, serviços e movimentos, todos formam um só rebanho, onde o Bom Jesus é o único Pastor que conduz a todas para o PAI.

NÚMERO DE VISITANTE:

CINEMA

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